E aí? O que é melhor? Ser Empregado ou Ser Patrão?

Tem um ditado que diz que a grama do vizinho é sempre mais verde que a sua. Rotina, desafios, "perrengues" e alegrias de cada um dos dois lados.

10/3/20236 min read

Introdução

A dicotomia entre ser empregado e ser patrão é uma das decisões mais fundamentais na vida profissional de uma pessoa. Cada lado tem seus próprios desafios, recompensas e nuances, e essa escolha pode moldar não apenas uma carreira, mas também um estilo de vida e uma perspectiva sobre o trabalho. Neste artigo, exploraremos essa comparação, examinando as diferentes dimensões de ser empregado e ser patrão, usando como referência filmes famosos que retratam essas realidades. Ao analisar filmes como "O Diabo Veste Prada," "A Rede Social" e "À Procura da Felicidade," discutiremos os altos e baixos de cada papel no mundo do trabalho.

I. Ser Empregado: A Segurança e as Concessões

Ser um empregado é muitas vezes visto como o caminho mais seguro no mundo do trabalho. Os empregados desfrutam de uma série de benefícios, como salários regulares, estabilidade no emprego, seguro de saúde e outros benefícios oferecidos pela empresa. O filme "O Diabo Veste Prada" apresenta um cenário de emprego em uma revista de moda de alta classe, onde a personagem principal, interpretada por Anne Hathaway, trabalha como assistente da poderosa editora de moda Miranda Priestly, interpretada por Meryl Streep.

A rotina da personagem principal é caracterizada pela pressão, demandas incessantes e, às vezes, até abusos verbais de sua chefe. No entanto, ela também tem acesso ao mundo da moda de alta costura e à oportunidade de construir sua carreira em uma indústria glamorosa. A personagem enfrenta decisões difíceis sobre comprometer sua vida pessoal e valores para avançar em sua carreira. Este filme ilustra como a vida de empregado pode envolver concessões e desafios, mas também oportunidades de crescimento e aprendizado.

II. Ser Patrão: Autonomia e Responsabilidade

Ser patrão, por outro lado, envolve uma dose substancial de autonomia e responsabilidade. Os patrões são os empreendedores, líderes de empresas ou proprietários de negócios que têm controle sobre suas operações e direção estratégica. Um exemplo notável desse papel é visto no filme "A Rede Social," que conta a história da criação do Facebook por Mark Zuckerberg, interpretado por Jesse Eisenberg.

III. As Várias Faces da Felicidade no Trabalho

Um aspecto crucial da comparação entre ser empregado e ser patrão é a busca da felicidade no trabalho. O filme "À Procura da Felicidade," estrelado por Will Smith, conta a história real de Chris Gardner, um homem que enfrentou dificuldades financeiras e desafios inimagináveis enquanto buscava um futuro melhor para seu filho e para si mesmo.

O filme retrata Zuckerberg como um jovem ambicioso e talentoso que, com sua visão e determinação, fundou uma das maiores redes sociais do mundo. No entanto, ser patrão não é isento de desafios, como litígios, conflitos com parceiros e a necessidade de tomar decisões difíceis que afetam a empresa e seus funcionários. "A Rede Social" destaca a independência e a capacidade de moldar o próprio destino que os patrões têm, mas também revela as tensões e responsabilidades inerentes a essa posição.

foto: divulgação

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Chris Gardner inicia o filme como um homem desempregado e sem-teto, enfrentando inúmeras adversidades. Eventualmente, ele consegue um estágio não remunerado em uma empresa de corretagem, com a esperança de construir uma carreira no setor financeiro. O filme retrata sua jornada como empregado em uma posição inicial e, finalmente, como um corretor de sucesso e patrão de seu próprio negócio.

Essa história exemplifica como a busca da felicidade no trabalho pode ser uma jornada complexa e repleta de desafios, independentemente de ser empregado ou patrão. No entanto, Chris Gardner demonstra que a determinação, a resiliência e a paixão podem levar a realizações significativas, independentemente do papel ocupado no mundo do trabalho.

foto: divulgação

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Rotina

A vida de um empregado muitas vezes é caracterizada por uma rotina regular. Eles geralmente têm horários de trabalho fixos, responsabilidades definidas e um ambiente de trabalho previsível. Isso proporciona estabilidade financeira e segurança, permitindo-lhes planejar suas vidas com antecedência. No entanto, a rotina pode se tornar monótona, levando à sensação de que estão presos em um ciclo repetitivo. A semana de trabalho de segunda a sexta-feira, as reuniões regulares e as tarefas diárias podem se tornar entediantes com o tempo.

Por outro lado, os patrões geralmente têm uma rotina menos previsível. Eles podem trabalhar em horários irregulares, enfrentar períodos de alta demanda intercalados com momentos de menor atividade e muitas vezes têm que lidar com a incerteza financeira. A rotina dos padrões é caracterizada por uma maior autonomia e liberdade para determinar como e quando trabalhar.

Desafios

Os empregados também enfrentam desafios, como a pressão para atender metas, cumprir prazos e lidar com a política de escritório. Conflitos com colegas ou supervisores e a necessidade de equilibrar a vida profissional e pessoal são desafios comuns. Além disso, os empregados podem sentir-se limitados em suas oportunidades de crescimento profissional, dependendo das políticas e da cultura de suas empresas. Isso pode levar a uma sensação de estagnação na carreira.

Já os patrões enfrentam desafios próprios, como a pressão para manter um fluxo constante de trabalho e clientes, a incerteza sobre a estabilidade financeira e a necessidade de tomar decisões críticas para o sucesso de seus empreendimentos. Além disso, a falta de benefícios e a necessidade de administrar todos os aspectos de seus negócios podem ser estressantes.

Os "perrengues"

Os empregados também enfrentam "perrengues" em suas vidas profissionais, como enfrentar demissões inesperadas, lidar com reestruturações empresariais ou ter que lidar com cargas de trabalho excessivas. A pressão constante para equilibrar as demandas profissionais e pessoais pode causar estresse e esgotamento. Além disso, a falta de controle sobre a direção de suas carreiras pode ser frustrante para alguns empregados.

Por outro lado, os patrões enfrentam a falta de segurança no emprego, a necessidade de lidar com clientes difíceis e problemas operacionais, e a responsabilidade total por seus próprios resultados financeiros. Além disso, o fracasso em seus empreendimentos pode ter um impacto significativo em suas vidas pessoais e financeiras.

A Felicidade existe no trabalho

Apesar dos desafios, muitos empregados encontram alegria e realização em seu trabalho. Eles têm a oportunidade de desenvolver habilidades, trabalhar em equipe e contribuir para os objetivos da empresa. Além disso, receber um salário regular e benefícios oferece segurança financeira, permitindo-lhes realizar seus sonhos pessoais e familiares. A estabilidade do emprego também pode proporcionar uma sensação de segurança emocional.

Apesar dos desafios, muitos patrões encontram alegria e realização em seguir seus próprios sonhos e paixões. Eles têm a liberdade de tomar decisões criativas e inovadoras em seus negócios, construir algo do zero e colher os frutos de seu trabalho árduo. A autonomia e a independência podem proporcionar uma sensação única de realização profissional.

Em resumo, tanto a vida de empregado quanto a de patrão têm suas próprias características distintas, desafios e recompensas. A escolha entre esses caminhos deve ser baseada nas aspirações pessoais, na disposição de lidar com incertezas e na busca por um equilíbrio entre segurança e autonomia. Cada pessoa deve considerar cuidadosamente qual desses caminhos se alinha melhor com seus valores e objetivos individuais, reconhecendo que ambas as escolhas podem levar a uma vida profissional satisfatória e gratificante quando feitas com diligência e paixão.

Não importa qual caminho seja escolhido, o que realmente importa é a busca pela realização pessoal e a construção de uma vida que seja significativa e gratificante. Seja como empregado ou patrão, a chave para o sucesso está em seguir os próprios valores, paixões e objetivos, e em adaptar-se às mudanças e desafios que a vida profissional traz. Cada caminho tem suas próprias recompensas e desafios, e é a jornada que realmente importa.