Há cerca de três semanas no debate quinzenal na Assembleia da República o actual primeiro-ministro justificava as medidas do orçamento de 2011 com o pagamento do submarino encomendado por governos anteriores. A 30 de Setembro de 2010 José Sócrates dizia no parlamento: “Este ano temos de pagar os submarinos que o Dr. Paulo Portas comprou em 2003″.
A mesma estratégia tinha sido adoptada no dia anterior aquando da declaração conjunta de apresentação das medidas de austeridade e contenção da despesa para 2011. Pois bem, ficámos agora a saber que o que o Estado vai gastar com as desorçamentações das parcerias público-privadas equivale a 100 submarinos.
Sócrates Setembro 2009: “Estas pessoas que fazem as suas deduções fiscais na educação e na saúde não são ricos, é a classe média; isto conduziria a um aumento fiscal brutal para a classe média”. Sócrates Fevereiro 2010: “O nosso défice aumentou porque nós decidimos aumentá-lo”. Sócrates Abril 2010: “Não haverá aumento de impostos”. Sócrates Setembro 2010: “Aumento do IVA para 23%; eliminação do aumento extraordinário do abono de família”.
Isto é perfeitamente lamentável, abominável, execrável… Só lamento que tenhamos uma população na sua grande maioria ignorante, analfabeta em grande proporção, que não vê o que se passa…
A frase sussurrada pelo vice-presidente Joe Biden ao ouvido de Barack Obama marcou ontem a promulgação da reforma do sistema de saúde.
Após um pequeno discurso introdutório, o vice-presidente deu um abraço a Barack Obama e disse-lhe ao ouvido: “This is a big fucking deal”, qualquer coisa como “Isto é um acordo do caraças”, numa tradução… suave.
O Expresso publicou ontem um artigo onde explica 10 truques do primeiro-ministro José Sócrates para os debates quinzenais.
Pedir a outros para responder, fugir às perguntas, guardar anúncios de medidas para os debates quinzenais ou responder com palha são algumas das medidas enumeradas no artigo. Vale a pena ler.
O jornal 24Horas, citado pelo Sol, aponta Dias Loureiro, Jorge Coelho, António Mexia, Pina Moura, Armando Vara ou Fernando Gomes como alguns dos ex-políticos que passaram a ganhar fortunas depois de saírem do Governo, ao tornarem-se gestores de grandes empresas.
Jorge Coelho, enquanto esteve no Governo de Guterres como ministro de Estado ganhava 160 mil euros por ano, agora ganha mais de 300 mil. Armando Vara, na sua passagem pelo Governo de António Guterres, ganhava 100 mil euros por ano, agora ganha como administrador cerca de 240 mil. António Mexia, como ministro das Obras Públicas ganhou 54 mil euros mensais, em 2008 como presidente do Conselho de Administração da EDP ganhou 1 milhão de 256 mil euros. Fernando Gomes passou de 45 mil euros anuais, como presidente da Câmara Municipal do Porto, para uma remuneração de mais de 700 mil como administrador da GALP.
Até agora os eurodeputados têm sido pagos consoantes os ordenados dos deputados dos respectivos países. Os búlgaros recebem cerca de 900 euros enquanto os italianos têm um ordenado base de 12.000 euros. O salário de um eurodeputado português é equivalente ao de deputado à Assembleia da República, que é 3.815 euros de ordenado base.
No entanto, de acordo com o novo estatuto do deputado europeu, os eleitos que renovarem o mandato podem optar pelo salário único europeu, de cerca de 7.665 euros brutos mensais, a que acrescem os restantes subsídios inerentes às funções.
“O primeiro ministro italiano cometeu nova gafe durante a visita à região de Abruzzo atingida por um sismo de magnitude de 6,7 na escala de Richter, que causou perto de trezentos mortos.”
“Segundo o jornal italiano o episódio aconteceu no dia 25 de Abril no momento da fotografia de grupo quando Silvio Berlusconi perguntou à assessora, Lia Beltrami, se a podia apalpar. “Posso palpare la signora?”, questionou o primeiro ministro.”