José Gomes Ferreira no Jornal da Noite da SIC:
“O que aí vem é mesmo muito sério. Pode envolver pagamentos que todos os portugueses recebem ao fim do mês.”
“Neste momento em que enfrentamos a verdade ao fim de muitos anos de falta de verdade de quem nos governou, só pergunto: será que o país que agora é chamado a pagar isto tudo, não poderá exigir que se responsabilize quem nos atirou para isto?”
“Pergunto onde é que está o nosso Procurador Geral da República.”
O comentário continua num momento seguinte:
“Quatro meses de governo é que desequilibraram o país? Ou foram seis anos de mentira? Sem partidarismos. Fosse este partido ou outra coligação que lá estivesse. Não nos enganem mais.”
“É impossível, agora, reequilibrar as contas públicas de outra maneira. É lamentável que seja assim. Vamos ter de pagar todos desta maneira mas não há hipótese.”
“A alternativa é daqui a seis meses, ou mais tardar daqui a oito meses, não haver dinheiro para salários para médicos, para polícias, para ninguém.”
“Portanto não vale a pena tentarem enganar-nos e dizer que foi com alguma austeridade dos últimos três meses que se pôs o país neste estado. Já ninguém acredita!”
Muito muito bom! Mais do que isso, excelente! Este vídeo é um bom pretexto para relembrar que domingo é dia de limpar da governação uma cambada de calhaus!
Quando ouço Sócrates a falar da sua governação fabulosa, cheio de atributos, que deve encher de orgulho os portugueses e comparo as projecções do nosso primeiro-ministro com as dos bancos internacionais e das agências de rating (que nos empurram em termos de performance para o fundo do pelotão do euro, só superado pela Grécia), não sei porquê, lembro-me sempre daquele anúncio de jornal:
“Sheila – Lindíssima, irresistível, seios fantásticos, bumbum de ouro, corpo escultural, nível universitário, poliglota, educadíssima, super-carinhosa. Tenho tantas qualidades que nem sei por que é que fui virar p**a!”
Aqui está um bom exemplo do que tem sido a governação deste primeiro-ministro. Só o governo de Sócrates contraiu mais dívida que todos os outros governos juntos. Mais detalhes aqui.
A Comissão Europeia diz que o programa de ajuda a Portugal é tão duro como os programas da Grécia e da Irlanda. Um porta-voz desmentiu frontalmente José Sócrates, e disse que ele é o primeiro-ministro português e não grego ou irlandês.
Vale a pena recordar as palavras de Poul Thomsen do FMI sobre o pedido de ajuda externa: “O adiamento torna as coisas sempre mais custosas. Significa que adiámos a altura para o começo da recuperação e, portanto, o desemprego será temporariamente maior do que tem de ser. Portanto, sem dúvida que teria sido melhor não haver adiamento.”
“Penso que a crise financeira revelou os problemas subjacentes. Os problemas subjacentes não estavam visíveis durante os períodos em que os créditos ainda eram fáceis. Vemos como a economia está vulnerável, vemos como está incomparável e vemos como o elevado nível de despesas do Governo é insustentável.”
O responsável por este adiamento foi o actual primeiro-ministro. Isto significa que ele será o responsável pelo maior desemprego do que o que haveria se o pedido de ajuda externa tivesse sido feito mais cedo. Mais uma vez temos José Sócrates a causar e agravar os problemas que deixou neste país.
Gostei especialmente desta parte: “Os ratos (…) acharam que aquele ratão forasteiro sabia das coisas por conhecer o mundo inteiro. Mas o ratão mentia para parecer importante. Ele só conhecia os esgotos da cidade grande.”