Mar 10

Mário Crespo entrevista Medina Carreira

Publicado por Hugo Cadavez a 10 de Mar de 2009 às 0:37 Partilhar no Facebook

“Se nós tivéssemos tribunais que julgassem, políticos que não fossem corruptos isto era diferente”.

“O país está ao serviço dos partidos políticos. Os partidos políticos não têm interesse em resolver os problemas de fundo. Os partidos políticos são basicamente bancos alimentares. Estes partidos têm de viver na manjedoura estadual.”

“Isto é um país?! Isto é uma brincadeira!”

“A Casa da Música no Porto, a ponte do Mondego em Coimbra, o Centro Cultural de Belém… tudo custa duas três vezes mais. Já viu alguém ser investigado?! Houve gente que ficou com dinheiro.”

“Nós estamos a endividar-nos 48 milhões de euros por dia. O senhor vê este país viver bem? Não vê. Isto esfuma-se tudo aí por sítios que a gente nem sabe quais são. E isto continua.”

“Nós estamos ao mesmo nível de 1900-1910.”

“O senhor não conhece um político, um homem da bola ou um homem de empresas, nomeadamente os bancos, que tenha ido para a cadeia. Nada. Não acontece nada. Os casos abrem-se, os senhores passam aí os dias a transmitir tretas e depois vai-se esfumando, esfumando e depois toda a gente se esquece de tudo.”

“Ficar com o dinheiro alheio, como diz o António Barreto, é não ser parvo. Parvos são os que não ficam com o dinheiro. E portanto o país está nisto.”

“Já tive um caso nos tribunais 23 anos. O senhor acha que isto é um país a sério? (…) Nós andamos a viver de tretas: é o Magalhães… (…) Nós andamos a viver de aparências. O país anda a ser distraído, o país anda a ser embebedado pela classe política.”

“A maioria absoluta é uma coisa excelente para gente competente, para gente sensata, para gente humilde. Este governo não tem nenhuma característica destas.”

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