Out 28

Dismorfofobia: definição, sintomas e tratamento

Publicado por Hugo Cadavez a 28 de Out de 2008 às 4:42 Adicionar comentário

A dismorfofobia, também denominada perturbação dismórfica corporal ou síndrome de distorção da imagem, é uma perturbação da percepção e valorização corporal. Caracteriza-se por uma preocupação exagerada com um defeito real ou imaginado na aparência física.

As pessoas com dismorfofobia  têm uma visão distorcida ou exagerada sobre a sua aparência e são obcecadas com características físicas reais ou imperfeições aparentes. As pessoas com dismorfofobia têm frequentemente problemas em controlar os pensamentos negativos acerca da sua aparência, mesmo quando outros garantem que estão óptimas e que a imperfeição minor ou aparente não é perceptível ou excessiva.

Sintomas

Os sinais e sintomas de dismorfofobia incluem:

  • Comparar frequentemente a aparência com a de outros
  • Verificar repetidamente a aparência da parte específica em espelhos ou outras superfícies reflectoras
  • Recusar que lhe tirem fotografias
  • Usar roupa excessiva, maquilhagem e chapéus para camuflar a imperfeição
  • Usar as mãos ou postura para esconder o defeito
  • Rituais elaborados para tratar da aparência
  • Pesquisa excessiva sobre a parte do corpo tida como imperfeita
  • Procurar cirurgia ou outros tratamentos médicos apesar das opiniões ou recomendações médicas contrárias
  • Procurar confirmação acerca do defeito percebido ou tentar convencer os outros de que é anormal ou excessivo
  • Evitar circunstâncias sociais em que a imperfeição percebida pode ser notada
  • Sentir ansiedade com os outros (fobia social) por causa do defeito

As pessoas com dismorfofobia severa podem abandonar a escola, deixar o emprego ou evitar sair de casa. Nos casos mais severos podem tentar o suicídio.

Testes e diagnóstico

Um questionário chamado Body Dysmorphic Disorder Questionnaire (BDDQ) é usado por psiquiatras e psicólogos para determinar se uma pessoa tem dismorfofobia. Outro método usado para diagnosticar dismorfofobia consiste numa série de questões para avaliar as seguintes tendências chave da perturbação:

  • Preocupação e avaliação da aparência
  • Sentimentos de desconforto em público
  • Tendência para sobrevalorizar a aparência ao determinar o valor próprio
  • Evitamento de circunstâncias sociais e contacto físico com outros
  • Alteração excessiva da aparência através de roupa ou cosméticos
  • Tendência para verificar frequentemente a aparência e procurar confirmação com os outros

Para diagnosticar a perturbação o médico questiona sobre obsessões, compulsões e decepções sobre a aparência, e sobre o bem-estar emocional em geral. Também pode falar com amigos e família acerca do comportamento da pessoa.

Complicações

A dismorfofobia causa grande ansiedade e stress, frequentemente prejudicando a vida social e o desempenho na escola e trabalho. As pessoas com dismorfofobia podem ter dificuldade em conhecer novas pessoas ou fazer amigos por causa do seu grande receio de que a sua aparência possa ser julgada de forma negativa.

A dismorfofobia tende a ser crónica e pode trazer outros problemas de saúde:

  • Depressão
  • Isolamento social
  • Procedimentos médicos desnecessários. Algumas pessoas com dismorfofobia tendem a procurar intensivamente cuidados médicos desnecessários e excessivos e procedimentos como a cirurgia estética numa tentativa de corrigir ou melhorar significativamente uma imperfeição real ou percepcionada. Tais procedimentos trazem habitualmente insatisfação e podem piorar a sensação de imperfeição.

Tratamento e fármacos

O tratamento para a dismorfofobia pode envolver abordagem combinada com medicação e psicoterapia. Os antidepressivos e a terapia cognitiva-comportamental podem ajudar pessoas com dismorfofobia a ultrapassar a obsessão e ansiedade acerca da sua aparência, aumentando a confiança e obtendo a normalidade nas suas vidas social e profissional.

Fonte: Mayo Clinic

4 comentário a “Dismorfofobia: definição, sintomas e tratamento”

  1. bruno

    tenho problemas de relacionamento devido minha aparencia ate pra arrumar namorada e ando muito ansioso e outros problemas como por exemplo falar em publico

  2. juanina

    Sofro de dismorfofobia associada à depressão e a transtornos obsessivos-compulsivos. É muito sofrido. Cheguei ao ponto de me isolar em casa, fazem três anos e alguns meses. Tenho grave fobial social. Sinto que tenho dismorfofobia desde criança, pois já então, gastava horas diante do espelho tentando consertar os “defeitos”, e até, cômico se não fosse trágico, cheguei a usar durex no nariz para consertá-lo. A maioria das pessoas desconhece este distúrbio e não leva a sério sintomas em pessoas próximas ou conhecidas. Muitas pensam tratar-se de vaidade boba. É uma pena. E pior é que não tem cura. Os médicos dizem: tem-se que aprender a conviver com a doença, mas quem é que consegue conviver com um incômodo tão presente e pernicioso como a dismorfofobia? Oxalá os médicos consigam desenvolver alguma medicação que alivie, pelo menos, o quadro do transtorno dismorfóbico. Obrigada pelo espaço de “fala”.

  3. Matheus

    Eu sofro muito com isso,a tempos que me olho no espelho e vejo um muleque ridiculo.Tenho pavor de me olhar no espelho,não suporto olhar a minha boca e fora as outras coisas.Ninguem sabe como sofri e sofro até hoje,e sofro sosinho pq ninguem sabe ,não contei para minha mãe nem meu pai nem ninguem.quantas vezes cheguei da escola e deitei na cama e fiquei pensando…pq eu sou assim,pq eu posso tenho esse defeito,e pq DEUS me feis assim,será que é para min sofrer? Quantas vezes eu ja chorei sozinho e quieto,doi muito,principalmente quando a menina que eu amava e ainda amo me deichou por nada,ai comecei a colocar mais e mais coisas em minha cabeça.Ate mais e obrigado pelo espaço para comentarios…=(

  4. Wanderley Penna

    Tenho um filho que está por completar 22 anos, ele está no sétimo período de Direito é ótimo filho , seu comportamento é exemplar.É filho único e sempre teve carinho e amor como via de regra acontece em tais circunstâncias. Além de sua beleza espiritual é um belo rapaz, no entretanto se julga horroroso e disforme o que nos causa muita tristeza, pois já não somos jovens e torcemos por ele entusiasticamente. O problema é esse, ele existe, sua cura – pelo que lemos, é uma incógnita, que fazer? Medicamentos antidepressivos, tipo Prozac , Zolof e outros similares não curam, simplesmente amortizam os sintomas. É dificil e aí sentimos que a psicologia parou no tempo e no espaço. Tratamento cognitivo comportamental é dificiel de ser encontrado pois faltam bons profissionais na área da psicologia. Enfim, quando você escuta um filho dizer que tem vontade de morrer e que sua vida não tem sentido, tendo tudo aquilo que para ele podemos dar, é muito triste. Espero que algum luminar nos dê alguma luz. Atenciosamente

Deixar comentário