A pornografia constitui adultério?
Encontrei na Revista Única do Expresso de 25 de Outubro de 2008 um artigo curioso com um título sugestivo mas que no fim mistura a receita do pão, McCain e a guerra do Iraque. De qualquer modo foi interessante ficar a saber algo acerca de um tema que pode ser pouco consensual, neste caso sobre Christie Brinkley e Peter Cook que gastava 3000 dólares por mês em pornografia na Internet.
Quanto à pergunta do artigo, uma amiga garante-me que na sua opinião a resposta é “não”. Diz que são fantasias que ultrapassam o “normal”. Mas a resposta muda para “sim” se falarmos de uma ida a um bar de striptease, mesmo que seja uma despedida de solteiro. Deixe a sua opinião. Os comentários estão abertos.
omg! Yahoo!: Christie Brinkley, Peter Cook Reach Settlement
Outubro 26th, 2008 at 11:27
Adultério: ad alterum torum =na cama de outro(a)
“com o tempo se estendeu ao sentido de fraudar ou falsificar adjeta ao verbo “adulterar” “ (Fonte: Wikipedia)
Num relacionamento estável pensar se seria interessante estar com outra pessoa é adulterar uma relação? Como diferenciar “fantasias” e o adulterar a relação com outra pessoa? Exemplificando, assistir a um filme com um actor realmente interessante como Wentworth Miller e desejá-lo, ou frequentar um bar de striptease para assistir a um espectáculo e desejar a pessoa observada. Em ambas as situações a pessoa observada representa um papel e é paga nesse sentido… Mais ainda, numa nunca a vemos (oh que pena…
) e na outra situação a pessoa está realmente diante de nós… Será que existem diferenças entre ambas as situações?
Adulterar implica só consumar um acto? Seguindo as palavras será só adultério estar “na cama de outro(a)” Ou o omitir um pensamento/ uma fantasia é já adulterar? Mas por outro lado, seria mesmo saudável e duradoura uma relação em que ambos confessassem todos seus pensamentos/ fantasias? …
Seria saudável e duradoura uma relação em que um dos membros gastasse individualmente “3000 dólares por mês em pornografia na Internet”? Não se consome um acto, seguindo a tradição não existe “adultério”… mas adulteram-se ou não (?!) dois princípios básicos de qualquer relação: a confiança e a conta bancária em comum!